A escuridão entra pelas janelas reconfortando-me e assim permaneço intacta e cravada na cadeira, parada no tempo, num tempo que é só meu. A mente está vazia apaziguando a dor e o pensamento, badalada a badalada sinto os minutos passarem, como se de uma espera se tratasse, batida a batida sinto o coração menos apertado, como se a mágoa fosse desaparecer.
Anseio por um futuro longe e novo e uma descoberta renovada e livre, onde um sorriso alargado faz o coração crescer e uma mente leve e purificada traduz-se num certificado, dessa felicidade.
As folhas que me rodeiam continuam brancas à espera de serem preenchidas, uma lágrima foge do rosto para o papel e assim me apercebo que despertei.

